| Na experiência do amor de Deus, um pequeno grupo se reunia para rezar e perscrutar a vontade de Deus. O Espírito Santo estava suscitando algo novo, e era necessário ouvir, com clareza, o que estava sendo pedido. "Perseveravam rezando" (At. 1,14), conforme o exemplo dos Apóstolos, e o grupo foi aumentando. Sem nenhuma propaganda, apenas as pessoas perguntavam o que de novo estava acontecendo. Alguns, como se tivessem recebido convite, entravam no grupo. |
No dia 18 de dezembro de 1983, pela primeira vez comunicamos ao Arcebispo de Ribeirão Preto, D. Romeu Alberti, a proposta que Deus havia suscitado ao coração do grupo: ser comunidade. Juntos anunciar, com um novo ardor missionário, a Boa Nova, partilhando o dom da vida, levando a toda criatura o nome de Jesus e sua amada Igreja; recuperando, no coração do homem sofrido, cansado e angustiado, o lugar de Deus, o amor à Igreja; restaurando a Igreja, promovendo a recuperação dos valores humanos, dos doentes, dos cegos, surdos e mudos, conforme a palavra de Isaías no capítulo 61. A missão de Jesus é missão de todo batizado e, consciente desta missão, o grupo quis vivê-la como tal.
Dom Romeu silenciosamente ouviu toda a proposta e respondeu-nos apenas: "O que Deus quer, homem nenhum pode impedir. Vão em frente: quero acompanhá-los mais de perto, até chegar à aprovação". |
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| Dom Romeu Alberti |
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| Primeira casa |
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Com sua autorização, abrimos a primeira casa da Comunidade Missionária com um oratório, sendo o Santíssimo entronizado por Dom Romeu Alberti. Em 7 de janeiro de 1985, iniciamos a casa feminina.
Pe. Orlando, presbítero da Diocese de São João da Boa Vista e reitor do Seminário Arquidiocesano de Ribeirão Preto, dava formação ao grupo de casais e voluntários, juntamente com Zélia Maria, franciscana missionária do Coração Imaculado de Maria, e Lucinéa Maria, leiga consagrada. |
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| Segunda casa |
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Depois de um ano e oito meses de caminhada, o pároco da cidade de Jardinópolis, Pe. Moisés, vendo o trabalho realizado por nós, propôs-nos trabalharmos no Bairro da Vila Reis, um bairro pobre e marginalizado.
Emprestou-nos uma casa e disse: "É tempo de provar para ver se a obra é de Deus".
E na Vila Reis, na sua Divina Providência, Deus realizou maravilhas, entre as quais a transformação da vida dos membros da Comunidade e dos habitantes do bairro, em todos os aspectos. E Deus aumentava-lhes o número de membros. A experiência de chegarem inúmeras vocações, a alegria dos jovens em querer seguir o Evangelho em comunidade, a coragem de largar tudo e doar-se por inteiro nesta Obra, foi motivando o povo de Deus a contribuir com os bens materiais necessários a cada dia. |
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| Sem nenhum trabalho remunerado, a Providência de Deus, presença viva que se manifesta através dos irmãos, nos concede o sustento, seja espiritual, seja material. Deus nunca falhou. Assim como foram aparecendo vidas para segui-lo na Comunidade Missionária, fomos também recebendo doações para acomodá-las, propriedades, bens materiais e tudo mais para as necessidades efetivas. |
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