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O casamento é uma vocação bem definida dentro da Igreja. Os esposos são chamados a viver uma espiritualidade característica. Instituído pelo próprio Cristo, o matrimônio é uma íntima comunidade de vida e de amor. O amor conjugal é um caminho para Deus e ajuda os esposos na sublime missão da maternidade e paternidade. O sentido do matrimônio é viver a caridade cristã na sua forma conjugal e viver a responsabilidade humana e cristã de transmitir a vida e educar os filhos. Além disso, os esposos ajudam-se mutuamente, sendo um para o outro e para os filhos, testemunho da fé e do amor de Cristo.
A família cristã é como uma Igreja em
miniatura: está a serviço da
evangelização dos homens. É sensível às
necessidades do mundo. "Ide, e fazei que
todas as nações se tornem discípulas,
batizando-as em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo e ensinando-as a
observar tudo quanto vos ordenei. E eis
que estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos" (Mt 28,19-20)
"Eis-me aqui ó Deus para fazer a tua vontade" (Hb 10,7)
Vocação para o Matrimônio
O termo “vocação” vem da língua latina, e se traduz por “chamado”. Esse termo é usado em diversos sentidos, pois seu significado se abre como as muitas e diferentes palhetas de um belo leque. Em sentido amplo, pode-se falar em “vocação para o matrimônio”, para a “paternidade” ou para a “maternidade”. Estas são vocações implícitas na própria natureza criada. Pelo fato de alguém ser criado “homem”, em sua natureza está “embutido” o chamado ao matrimônio e à paternidade. Da mesma forma, aquela que é gerada “mulher” traz em si mesma a vocação ao matrimônio e à maternidade. As exceções são muito raras, e quase sempre determinadas por algum tipo de problema pessoal. É preciso afirmar de imediato que aqueles que são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada, quer masculina quer feminina, trazem, sim, em sua natureza, essa vocação ao matrimônio, à paternidade e à maternidade. Se estes todos assumem o celibato, não é por falta da vocação ao matrimônio, mas sim por uma “opção positiva” diante do chamado de Jesus para uma vida celibatária. Estes todos podem afirmar: “Eu não renunciei ao matrimônio!... Eu aceitei o convite de Jesus, e optei, e escolhi livre, voluntária e positivamente viver esse tipo de vida para o qual Ele me chamou!” Na verdade, a família é tão importante para o ser humano, que o matrimônio, a paternidade e a maternidade deveriam ser sempre assumidos “como uma vocação personalizada” do Pai celeste. O conhecimento da responsabilidade, da importância e da grandeza de formar um lar deveria ser tão profundo que induzisse os jovens a se prepararem para o matrimônio com todo cuidado, esmero e honestidade. Aliás, deveria ser exatamente com a mesma seriedade como um jovem se prepara para o sacerdócio, ou uma jovem se prepara para a vida consagrada. Para os jovens poderem se preparar muito bem para o matrimônio, precisam possuir um conhecimento claro e profundo do “projeto divino da procriação humana”. Esse conhecimento lhes mostrará o verdadeiro significado do “masculino e do feminino”, da “genitalidade” masculina e feminina, do sentido da “mútua atração” entre o homem e a mulher, do significado do namoro, do noivado e do casamento, bem como da importância de formar um lar que seja “ninho de amor”, para a realização e felicidade do casal e dos filhos.
Pe. Alírio José Pedrini, SCJ
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